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domingo, 2 de setembro de 2012

EBD: T03L05 - AS AFLIÇÕES DA VIUVEZ



Escola Dominical - Esboços da EBD
Vencendo as Aflições da Vida
Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor as livra de todas

AS AFLIÇÕES DA VIUVEZ

Lição 5 - 29 de Julho de 2012


EXEMPLOS DE SUPERAÇÃO AFLITIVAS DA VIUVEZ

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Lucas 2.35-38; Tiago 1.27

     1.       A VIÚVA MARIA SOFREU NA ALMA AO VER O FILHO ENCRAVADO NA CRUZ

Lucas 2.35 - (e uma espada transpassará também a tua própria alma), para que se manifestem os pensamentos de muitos corações.

 ü  O sofrimento de alguém fragilizado só é aliviado quando existe a solidariedade

João 19:24-27 E junto à cruz de Jesus estava sua mãe, e a irmã de sua mãe, Maria mulher de Clopas, e Maria Madalena. Ora Jesus, vendo ali sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava estava presente, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa.

     2.       A PROFETIZA ANA UMA VIÚVA QUE SUPRIA A SOLIDÃO SERVINDO AO SENHOR

Lucas 2.36 - E estava ali a profetisa Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Esta era já avançada em idade, e tinha vivido com o marido sete anos desde a sua virgindade,

 ü  Uma vida de prática piedosa e dedicada à oração supera as aflições da solidão 

Timóteo 5.5 Ora, a que é verdadeiramente viúva e desamparada espera em Deus, e persevera de noite e de dia em rogos e orações;

Salmos 102.17 Ele atenderá à oração do desamparado, e não desprezará a sua oração.

     3.       A VIDA IMACULADA DE ANA ERA ACOMPANHADA DE CARIDADE NÃO FINGIDA

Lucas 2.37 - e era viúva, de quase oitenta e quatro anos, e não se afastava do templo, servindo a Deus em jejuns e orações, de noite e de dia.

 ü  A verdadeira religião toma forma havendo compaixão e caridade aos necessitados

I Timóteo 5.16 Se algum crente ou alguma crente tem viúvas, socorra-as, e não se sobrecarregue a igreja, para que se possam sustentar as que deveras são viúvas.

Atos 6.1 Ora, naqueles dias, crescendo o número dos discípulos, houve uma murmuração dos gregos contra os hebreus, porque as suas viúvas eram desprezadas no ministério cotidiano.

     4.       ANA SEMPRE FALAVA DA OBRA REDENTORA DE CRISTO PARA AOS DESAMPARADOS

Lucas 2.38 - E sobrevindo na mesma hora, ela dava graças a Deus e falava dele a todos os que esperavam a redenção em Jerusalém.

 ü  É Deus que pode tornar cada momento da nossa vida significativo e proveitoso

I Reis 17.9 Levanta-te, e vai para Sarepta, que é de Sidom, e habita ali; eis que eu ordenei ali a uma mulher viúva que te sustente.

Rute 1.16 Disse, porém, Rute: Não me instes para que te abandone, e deixe de seguir-te; porque aonde quer que tu fores irei eu, e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus;

     5.       SÓ UMA VIDA SANTA E UM CORAÇÃO AMOROSO DEMONSTRAM A VERDADEIRA RELIGIÃO

Tiago 1.27 - A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tributações e guardar-se da corrupção do mundo

 ü  Sacrifícios a Deus envolvem uma vida santa e comunhão nos sofrimentos alheios

Zacarias 7.10 E não oprimais a viúva, nem o órfão, nem o estrangeiro, nem o pobre, nem intente cada um, em seu coração, o mal contra o seu irmão.

Marcos 12.33 E que amá-lo de todo o coração, e de todo o entendimento, e de toda a alma, e de todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, é mais do que todos os holocaustos e sacrifícios.



LIÇÃO 05 – AS AFLIÇÕES DA VIUVEZ



                     I.        Dentre os temas sociais abordados na Bíblia, certamente os mais comentados estão relacionados com a orfandade e a viuvez, pois nos tempos bíblicos quando uma mulher se tornava viúva, além de sofrer a perda da companhia física e afetiva do seu cônjuge, ela também declinava vertiginosamente do ponto de vista social, passando à pobreza extrema.
                     II.        Por isso, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, Deus estabeleceu normas para o amparo dessas pessoas.

                     I.        A VIUVEZ NO ANTIGO TESTAMENTO


a.     Já havia uma atenção específica dedicada à viuvez no Antigo Testamento. Deus advertiu de forma contundente o povo de Israel para que não desprezassem tais pessoas.
b.    O texto de Ex 22.22-24 declara o profundo zelo do Senhor para com os órfãos e viúvas que, se fossem afligidos e clamassem, certamente seriam ouvidos e a ira de Deus se acenderia contra os opressores.
c.     No texto de Dt 14.28,29 vemos o Senhor estabelecendo uma forma específica de arrecadação para os menos favorecidos, dentre eles, as viúvas.
d.    Interessante que se Israel não negligenciasse esse mandamento, o Senhor abençoaria o seu povo em todas as obras de suas mãos (Dt 14.29).
e.    No caso de uma mulher, a viuvez seria extremamente penosa, principalmente se ela não tivesse filhos.
f.     Nesses casos, ela retornaria à casa de seus pais e ficaria sujeita a lei do levirato, segundo a qual um parente próximo do falecido a desposaria para lhe dar um filho (Dt 25.5-9).
g.    Há vários exemplos de viuvez no Antigo Testamento e podemos observar as características de cada um:

                                          i.    A viuvez de Abraão. O grande patriarca perdeu a sua querida esposa Sara quando esta completou 127 anos de idade.
1.    Ela foi profundamente lamentada pelo nosso pai na fé (Gn 23.1,2), que adquiriu um valioso território para ali sepultá-la (Gn 23.16-18).

                                         ii.    A viuvez de Ló. Essa foi uma trágica forma de perder o cônjuge.
1.    Certamente a mulher de Ló estava conformada com o estilo de vida mundano e pecaminoso de Sodoma, e se sentiu triste por ter que deixar aquela cidade, por isso olhou para trás e morreu tragicamente (Gn 19.26).
2.    Jesus fez menção dela como figura daqueles que não estarão preparados por ocasião da sua vinda (Lc 17.32-37).
3.    Lembremos que a viuvez precoce do patriarca deu ocasião ao terrível pecado de incesto, que deu ocasião aos terríveis inimigos do povo de Israel (Gn 19.31-37).

                                        iii.    A viuvez de Rute e Noemi. Esse é um dos relatos mais tristes da Bíblia em termos de perdas familiares.
1.    Noemi e suas duas noras ficaram viúvas em um pequeno espaço de tempo nos campos de Moabe.
2.    Rute e Noemi regressaram vazias à terra de Judá.
3.    Senhor, porém, demonstrou com o passar do tempo não estar alheio às aflições dessas duas mulheres e provou ser o seu amparo.
4.    Rute, mesmo sendo gentia, contraiu novas núpcias com o judeu Boaz e o fruto dessa nova relação passou a ser contado na linhagem messiânica, sem contar que sua sogra Noemi também foi beneficiada por tal relação (Rt 1-4);

                                        iv.    A viuvez de Abigail. No caso dessa mulher, a viuvez acabou lhe trazendo um certo alívio, pois o seu marido Nabal era um homem ímpio, vil, avarento, egoísta e beberrão.
1.    Diante de tantos pecados, o próprio Senhor o feriu e ele acabou sem vida (I Sm 25.18-38).
2.    Vale salientar, porém, que em momento algum Abigail pediu a morte do seu marido, feri-lo de morte foi uma decisão divina.
3.    Convém clamar pela libertação e salvação do cônjuge, e não pela sua morte;

                                         v.    A viúva de Sarepta. Observamos que esta viúva era uma mulher piedosa, temente a Deus e humilde.

1.    Ela foi submissa ao homem de Deus mesmo atravessando a pior das crises.
2.    O resultado disso foi que o Senhor não a desamparou e encheu sua casa de provisões (I Rs 17.9-16).
3.    A fé de tal viúva era tão grande que Deus ressuscitou o seu filho, um dos únicos casos de ressurreição em todo o Antigo Testamento (I Rs 17.17-24).

                    II.        A VIUVEZ NO NOVO TESTAMENTO

a.     Já nas páginas do Novo Testamento, Jesus condenou de forma contundente os escribas e fariseus, que desrespeitavam as viúvas e as exploravam financeiramente (Mt 23.14; Lc 20.47).
b.    Isso demonstra o zelo e o cuidado que ele tinha por esta classe tão sofrida. A Bíblia nos mostra que devemos honrar as verdadeiras viúvas (I Tm 5.3).
c.     É importante também lembrar que o diaconato foi estabelecido, dentre outras coisas, por causa do desprezo que vinha sendo dispensado para com as viúvas dos gregos (At 6.1).
d.    O cuidado com essas mulheres aparece na definição do que vem a ser a verdadeira religião (Tg 1.27).
e.    Alguns exemplos de viuvez são mencionados no Novo Testamento: 


                                          i.    A profetisa Ana (Lc 2.26-38). Tratava-se de uma mulher piedosa que nunca se afastava do templo, servindo a Deus em jejuns e orações de noite e de dia.

                                         ii.    A viúva de Naim (Lc 7.11-17). Após perder o seu marido, esta pobre mulher também perdeu o seu único filho.
1.    A sua bem-aventurança foi ter se encontrado com Jesus, que não deixa desamparadas as viúvas.
2.    A Bíblia diz que ele olhou para ela e se moveu de íntima compaixão. Ele, então, consolou-a com as palavras: “Não chores” (Lc 7.13), mas principalmente com a operação de um grande milagre, pois disse ao defunto: “Jovem, eu te digo: Levanta-te”. (Lc 7.14);

                                        iii.    A viúva pobre (Lc 21.1-4). Temos aqui um verdadeiro exemplo de fé, devoção e desprendimento das coisas materiais.
1.    Ela estava oferecendo o melhor ao Deus que podia ampará-la em meio às aflições da viuvez;

                   III.        CRITÉRIOS PARA SE AJUDAR AS VIÚVAS


a.     Dentre alguns textos no Novo Testamento que tratam da questão da viuvez, a primeira carta de Paulo à Timóteo estabelece alguns pré-requisitos para que se possa amparar as viúvas: “Honra as viúvas que verdadeiramente são viúvas” (I Tm 5.3).
b.    É bom lembrar que naquela época não havia pensão alimentícia e nem outras políticas de amparo social como hoje se vê. Logo, a assistência que a igreja presta nos dias atuais é muito mais espiritual do que financeira, à exceção de alguns casos.
c.     Vejamos quem são as verdadeiras viúvas:



                                          i.    Aquelas que não têm quem as ampare. A Bíblia recomenda que se dê o apoio necessário àquelas que perdem o marido e não têm nenhum parente para ajudá-las.
1.    O texto é muito claro: “Mas, se alguma viúva tiver filhos ou netos, aprendam primeiro a exercer piedade para com a sua própria família e a recompensar seus pais; porque isto é bom e agradável a Deus” (I Tm 5.4);

                                         ii.    Aquelas que não são relaxadas, preguiçosas e tagarelas. O apóstolo Paulo é enfático na sua recomendação à Timóteo quando fala de alguns tipos de viúvas: “E, além disto, aprendem também a andar ociosas de casa em casa; e não só ociosas, mas também paroleiras e curiosas, falando o que não convém” (I Tm 5.13).
1.    Tais mulheres demonstravam um total desinteresse pela obra do Senhor e uma vida de santidade.
2.    A igreja não poderia usar os o dinheiro dos santos irmãos para ajudar mulheres totalmente comprometidas com o mundo;

                                        iii.    As que tivessem mais de sessenta anos de idade. Em I Tm 5.9 está escrito: “Nunca seja inscrita viúva com menos de sessenta anos, e só a que tenha sido mulher de um só marido”.
1.    A igreja não poderia sustentar mulheres que estavam mais preocupadas em conquistar um novo marido do que em se dedicar ao serviço de Deus.
2.    O apóstolo Paulo as chama no versículo 11 de “levianas”, e o termo grego usado no original significa “orgulhosas e cheias de luxúria”.
3.    Vale salientar que a Bíblia não condena que a pessoa viúva venha a contrair novas núpcias e recomeçar na vida ( I Co 7.8,9).
4.    O texto de I Tm 5.14 é claro: “Quero, portanto, que as viúvas mais novas se casem, criem filhos, sejam boas donas de casa e não deem ao adversário ocasião favorável de maledicência”.

                                        iv.    Aquelas que têm bom testemunho. O texto de I Tm 5.10 nos mostra pelo menos cinco qualificativos que compõem o bom testemunho de uma verdadeira viúva, que é digna de ser amparada pela igreja.



     1.    O cristão que está enfrentando a viuvez deve fazê-lo consciente de que o Senhor não o desamparou.
     2.    Portanto, não deve entregar-se à inércia ou à melancolia, e sim, dedicar-se ao serviço divino onde encontrará consolo e graça, e poderá ser, mesmo em meio às aflições, um poderoso instrumento de Deus para abençoar a vida de muitos.

REFERÊNCIAS

MACARTHUR. Bíblia de Estudo. SBB.
MEARS, Henrietta. Estudo panorâmico da Bíblia. VIDA.
DOUGLAS, J.D. O novo dicionário da Bíblia. VIDA NOVA.



quarta-feira, 15 de agosto de 2012

EBD: T03L04 - SUPERANDO OS TRAUMAS DA VIOLÊNCIA SOCIAL


Escola Dominical - Esboços da EBD

Vencendo as Aflições da Vida
Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor as livra de todas


SUPERANDO OS TRAUMAS DA VIOLÊNCIA SOCIAL

Lição 4 - 22 de Julho de 2012

Leitura Bíblica em Classe: Gênesis 6.5-12

SÓ CRISTO TEM A SOLUÇÃO PARA TODO TIPO DE TRAUMAS 


     1.     É O PECADO QUE GERA E ALASTRA A VIOLÊNCIA NO GÊNERO HUMANO

  ü  Ele escraviza uma humanidade caída na perversidade

Gênesis 6.5a.. E viu o SENHOR que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra

2 Pedro 2.12 Mas estes, como animais irracionais, que seguem a natureza, feitos para serem presos e mortos, blasfemando do que não entendem, perecerão na sua corrupção.

  ü  Ele escraviza a mentalidade do homem na depravação

Gênesis 6.5b.. e que toda imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente.

Efésios 4.19 Os quais, havendo perdido todo o sentimento, se entregaram à dissolução, para com avidez cometerem toda a impureza.

     2.     É O PECADO QUE LEVA O HOMEM A PERDER O SENSO DE FAZER O BEM

  ü  A sua prática é um mal tão terrível ao ponto de afligir a Deus

Gênesis 6.6 - Então, arrependeu-se o SENHOR de haver feito o homem sobre a terra, e pesou-lhe em seu coração.

Romanos 3.12 Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só.

  ü  A sua prática é um mal que provoca Deus a punir com juízos

Gênesis 6.7 - E disse o SENHOR: Destruirei, de sobre a face da terra, o homem que criei, desde o homem até ao animal até ao réptil e até a ave dos céus; porque me arrependo de os haver feito.

Salmos 1.5 Por isso os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos.

     3.     SOMENTE OS FIEIS REMANESCENTES ALCANÇARÃO A GRAÇA DIVINA

  ü  Deus olha com favor os que atentam sinceramente para Ele

Gênesis 6.8 - Noé, porém, achou graça aos olhos do SENHOR.

Provérbios 28.18 O que anda sinceramente salvar-se-á, mas o perverso em seus caminhos cairá logo.

  ü  Deus olha com favor quem anda na fé em correntes contrárias

Gênesis 6.9 - Estas são as gerações de Noé: Noé era varão justo e reto em suas gerações; Noé andava com Deus.

Hebreus 10.38 Mas o justo viverá da fé; E, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele.

  ü  Deus olha com favor os seus fieis incluindo as suas gerações

Gênesis 6.10 - E gerou Noé três filhos: Sem, Cam e jafé.

Atos 2.38 Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar.

     4.     A MALDADE CONTAGIOSA JUSTIFICA DEUS VARRER O PECADO DA TERRA

  ü  Quando o mal se generaliza o juízo divino está muito próximo

Gênesis 6.11 - A terra, porém, estava corrompida diante da face de Deus; e encheu-se a terra de violência

Isaías 13.11 E visitarei sobre o mundo a maldade, e sobre os ímpios a sua iniquidade; e farei cessar a arrogância dos atrevidos, e abaterei a soberba dos tiranos.

  ü  Quando o mal se generaliza a medida divina chega ao limite

Gênesis 6.12 - E viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque toda carne havia corrompido o seu caminho sobre a terra.

Jeremias 30.23 Eis que a tempestade do SENHOR, a sua indignação, já saiu; uma tempestade varredoura, cairá cruelmente sobre a cabeça dos ímpios.


LIÇÃO 04 – SUPERANDO OS TRAUMAS DA VIOLÊNCIA SOCIAL



     1.     Nesta lição, definiremos o termo violência e abordaremos sobre a sua origem e multiplicação com o passar dos anos.
     2.     Pontuaremos ainda alguns tipos de violência que existem e são praticadas atualmente.
     3.     Veremos que um cristão fiel não está livre de sofrer atos de violência como roubo, assassinato entre outros, porque enquanto estivermos no mundo sofreremos aflições e também porque Deus é Soberano e pode permitir que estes males sobrevenham a qualquer pessoa.
     4.     Por fim, destacaremos o papel da igreja como lugar de cura, libertação e amor, socorrendo as pessoas vitimadas por traumas decorrentes da violência social, bem como na ressocialização daqueles que foram autores da agressão.

     1.     DEFINIÇÃO DE VIOLÊNCIA

a.     O dicionário Aurélio define o termo violência como: “constrangimento físico ou moral; uso da força ou coação”.
b.    Nas páginas do Antigo Testamento o termo “violência” do hebraico “hãmãs” quer dizer: “maldade, malignidade, agravo”.
c.     Podendo ser traduzida também como uma “maldade violenta”.
d.    É este o sentido que aparece em (Gn 6.11): “A terra, porém, estava corrompida diante da face de Deus; e encheu-se a terra de violência”.

     2.     ORIGEM E MULTIPLICAÇÃO DA VIOLÊNCIA


a.     Deus criou o homem um ser gregário, ou seja, tendente a se relacionar com o outro, constituindo-o em família (Gn 1.28), porém a desobediência de Adão e Eva trouxe o pecado para a raça humana (Gn 3.16-19), desestabilizando todo tipo de relacionamento (Rm 5.12).
b.    Com certeza, o casal não imaginava que sua desobediência traria tantos males ao mundo, no entanto, percebemos como a natureza pecaminosa se desenvolveu em seus descendentes (Rm 3.23; 6.23).
c.     Vejamos alguns exemplos de violência registrados pela Bíblia:

                                          i.    Caim, movido pela inveja, mata Abel seu irmão: “E falou Caim com o seu irmão Abel; e sucedeu que, estando eles no campo, se levantou Caim contra o seu irmão Abel, e o matou” (Gn 4.8).
                                         ii.    Lameque gloria-se por ter cometido um duplo homícidio: “E disse Lameque a suas mulheres Ada e Zilá: Ouvi a minha voz; vós, mulheres de Lameque, escutai as minhas palavras; porque eu matei um homem por me ferir, e um jovem por me pisar” (Gn 4.23).


                                       iii.    Na geração antediluviana o mal começou a multiplicar-se sobre a terra de tal forma que, o escritor do livro do Gênesis nos mostra um panorama de um mundo sem Deus, da seguinte forma: “A terra, porém, estava corrompida diante da face de Deus; e encheu-se a terra de violência. E viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque toda a carne havia corrompido o seu caminho sobre a terra” (Gn 6.11,12).
                                        iv.    O apóstolo Paulo nos dá uma dimensão de como estava o mundo corrompido de sua época: “Estando cheios de toda a iniquidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade; sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães; néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia” (Rm 1.29-31)

     3.     TIPOS DE VIOLÊNCIA

a.     Violência física. Este tipo de violência diz respeito ao uso da força com o objetivo de ferir. Vivemos numa sociedade tão corrompida pelo pecado quanto no período antediluviano, pois são inúmeros os casos de violência mostrados diariamente na mídia televisiva, escrita, rádio e internet.

                                          i.    Maus tratos com mendigos nas ruas e com idosos, brigas dentro de estádios.
                                         ii.    Os jovens principalmente, têm sido incentivados por filmes e esportes que exaltam a violência, provocando neles o desejo de vingança quando contraditados ou por nenhum motivo.

1.     Violência sexual. Este tipo de agressão tem sido muito praticada. As pessoas encontram-se estarrecidas diante de tantos estupros e casos de pedofilia que geram muitos traumas, conduzindo as vítimas ao suicídio, depressão, problemas psicológicos etc.

a.     Essas práticas pecaminosas se tornaram tão corriqueiras, que têm deixado as pessoas assombradas, com medo de saírem de casa.
b.    Alguns personagens bíblicos sofreram estes males: (Gn 34.2; II Sm 13.13,14).

b.    Violência psicológica. Este tipo de agressão ataca o ser humano na sua auto-estima.

                                          i.    A violência psicológica ou agressão emocional, é tão ou mais prejudicial que a física, e é caracterizada pela rejeição, depreciação, discriminação, humilhação e desrespeito.
                                         ii.    Atualmente muitas crianças e jovens sofrem bullyng nas escolas.

1.     O dicionário Houaiss da Língua Portuguesa indica a palavra “bulir” como equivalente a mexer com, tocar, causar incômodo ou apoquentar, produzir apreensão em, fazer caçoada, zombar e falar sobre, entre outros.
2.     Este tipo de agressão atinge a alma (a sede das emoções) do homem, gerando traumas psicológicos, fazendo com que alguns não queiram mais ir a escola, contraindo complexo de inferioridade entre outros males.

                                        iii.    O patriarca Jó sofreu violência psicológica, por parte daqueles que vieram “consolá-lo”, quando na verdade acusaram o patriarca de pecado (Jó 2.11-13; 16.2).

     4.     O CRENTE NÃO ESTÁ IMUNE A VIOLÊNCIA


a.     Os adeptos da Teologia da Prosperidade afirmam que Deus têm que livrar o seu servo da aflição, no entanto, a Bíblia não ensina assim.
b.    Lembremo-nos dos cristãos primitivos que enfrentaram os piores tipos de sofrimentos e morte por causa da fé que professavam (At 6.8-15; 7.54-60; 8.1-4; 12.1-5; 14.4-28; Hb 11).
c.     E que ainda hoje muitos se deparam com situações de extrema perseguição e constrangimento em países intolerantes.
d.    O cristão não é adepto da Teologia Prosperidade (que diz que o crente não passa por aflição), mas da Teologia da Possibilidade, que ensina que Deus pode livrar se Ele quiser.
e.     Foi isso que confessaram os judeus ameaçados a serem lançados na fornalha por não se curvarem diante da estátua erigida por Nabucodonosor: “Eis que o nosso Deus, a quem nós servimos, é que nos pode livrar; ele nos livrará da fornalha de fogo ardente, e da tua mão, ó rei. E, se não, fica sabendo ó rei, que não serviremos a teus deuses nem adoraremos a estátua de ouro que levantaste” (Dn 3.17).

                                          i.    A vontade permissiva. Refere-se àquilo que Deus permite, ou deixa acontecer, embora Ele não deseje especificamente que ocorra.

1.     De fato, muita coisa que acontece no mundo é contrária a perfeita vontade de Deus, como por exemplo: o pecado, a concupiscência, a violência, o ódio e a dureza de coração.
2.     Portanto, muitas aflições e males que nos acometem são permitidos por Deus (I Pe 3.17; 4.19).
3.     Portanto, os cristãos não estão livres de enfrentar esses tipos de violência acima citados.
4.     Pois enquanto estivermos no mundo estamos sujeitos a qualquer coisa (Ec 9.2).
5.     Isto significa dizer que apesar de crermos que Deus pode livrar-nos de aflições, nem sempre Ele o faz. Isto está dentro da vontade permissiva de Deus.

     5.     O PAPEL DA IGREJA DIANTE DO MUNDO VIOLENTO


a.     Como sabemos, a Igreja de Cristo promove campanhas em socorro às vítimas de catástrofes, faz um serviço de utilidade pública ao desenvolver projetos que visam ressocializar indivíduos imersos nas drogas, delinquência, etc.
b.    Através da ministração da Palavra e utilização de recursos afins visando a transformação social.
c.     Sem dúvida alguma, a Igreja é a luz que irradia e promove transformação nas relações humanas (Mt 5.16; 1Pe 2.9,10).
d.    Ela busca realizar a intervenção no espaço público, transformando a sociedade por meio da: oração ( At. 4.23-31; 1 Tm 2.1-5); e da evangelização (Mt 28.19,20; Mc 16.15-20), onde vidas são transformadas pelo poder do Evangelho, libertando os cativos oprimidos do diabo que antes estavam no mundo da delinquência, vícios e idolatria (Ef. 2.1-3; 4.17-31; 1 Ts 1.6-10). Vejamos como a igreja atua diante de um mundo violento:

                                          i.    Como lugar de cura. Apesar de uma pessoa que tem traumas decorrentes de uma violência sofrida, procurar prioritariamente um auxílio psicológico, não podemos deixar de dizer que a Igreja é um lugar onde os traumas podem ser curados.

1.     A vítima encontra na Palavra de Deus e no poder do Espírito Santo, condições de vencer e superar toda e qualquer consequência do mal que sofreu.
2.     A exemplo disto, temos vários exemplos de pessoas que foram restabelecidas para glória de Deus (Sl 103.3; Lc 4.18; 5.17-26; Tg 5.14,15).

                                         ii.    Como lugar de libertação. Definitivamente as cadeias públicas não conseguem regenerar uma pessoa delinquente, apesar de ser o propósito principal pelo qual foram criadas.

1.     No entanto, na Igreja encontramos a maior agência de ressocialização para indivíduos infratores.
2.     A pregação do evangelho tem contribuído para a libertação de vidas, resgatando-as de sua vil maneira de viver e regenerando-as, fazendo com que homens violentos se tornem pessoas de bem e pacificadores (Mc 5.1-20).
                                        iii.    Como lugar do amor. O que as pessoas não encontram no mundo cheio de violência, encontram na Igreja, pois, o amor de Deus está derramado no coração daqueles que a compõem (Rm 5.5).

1.     A convivência com os santos proporciona bem estar físico, emocional e espiritual para todos aqueles que se tornam participantes de sua comunhão.
2.     Envolvidos nesta atmosfera somos impelidos a amarmo-nos uns aos outros, fazendo pelo próximo o bem que desejamos receber (Rm 12.10; I Ts 4.9).


     
     1.     Como pudemos ver, não temos como evitar sermos vítimas desta violência que há no mundo.
     2.     Enquanto estivermos nele estaremos sujeitos a todo tipo e forma de sofrimento.
     3.     No entanto, devemos confiar em Deus que pode nos livrar, mas se Ele não quiser, continuará sendo Deus e nós permaneceremos seus servos.
     4.     Neste mundo sofreremos aflições porém, aguardamos a restauração de todas as coisas e um lugar onde a maldade não habitará (II Pe 3.13)

REFERÊNCIAS

STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD
VINE, W.E et al. Dicionário Vine. CPAD
ANDRADE, Claudionor de. Dicionário Teológico. CPAD.


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7 METAS DIÁRIAS DO VERDADEIRO CRISTÃO

1) Cultuar a Deus, o que inclui adoração profunda, renúncia, intercessão, leitura bíblica com meditação e, eventualmente, jejum.
2) Esforçar-se para conduzir pessoas a Cristo e, quando possível, estar em paz e comunhão com os irmãos (Hb 12.14), exceto quando estes se enquadrarem em 1 Coríntios 5.11.
3) Defender a verdade do Evangelho, mas com mansidão e temor (Fp 1.16; Gl 1.8; 1 Pe 3.15).
4) Refletir a cada momento se tem andado conforme a Palavra de Deus (Sl 119.105).
5) Estar preparado para o Arrebatamento da Igreja (1 Jo 3.1-3; 1 Ts 5.23).
6) Estar mais cheio do Espírito Santo hoje do que ontem (Ef 5.18, gr.).
7) Ler bons livros, principalmente de autores que amam a Jesus e respeitam a sua Palavra.

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