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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

T03 L11 - A INFLUÊNCIA CULTURAL DA IGREJA


LIÇÃO 11 - A INFLUÊNCIA CULTURAL DA IGREJA




INTRODUÇÃO


  • Nesta lição estudaremos sobre o papel da Igreja em meio às diversas culturas, e como ela influenciará os povos com a Palavra de Deus, onde estaremos respondendo algumas perguntas, tais como:
  • Será que devemos absorver os aspectos da nossa sociedade como “cultura”, mesmo que estes contrariem os preceitos da Palavra de Deus?
  • Qual deve ser o papel da igreja na transformação da cultura de um povo?
  • Aprenderemos também que, tendo a Bíblia como sua única regra de fé e prática, a igreja deve influenciar a sociedade, sem jamais se deixar ser influenciada.

  1. O QUE É CULTURA
    1. De acordo com a escritora Bárbara Bruns em seu livro Costumes e culturas: uma introdução à missionária –
                                          i.    “Cultura é o conjunto de comportamentos e idéias característicos de um povo, que se transmite de uma geração a outra e que resulta da socialização e aculturação verificadas no decorrer de sua história, ou seja, cultura é o conjunto de manifestações artísticas, sociais, lingüísticas e comportamentais de um povo ou civilização”.
    1. Portanto, podemos dizer que, fazem parte da cultura de um povo as seguintes atividades e manifestações:
                                          i.    música,
                                         ii.    teatro,
                                        iii.    rituais religiosos,
                                       iv.    língua
                                        v.    falada
                                       vi.    escrita,
                                      vii.    mitos,
                                     viii.    hábitos
                                       ix.    alimentares,
                                        x.    danças,
                                       xi.    arquitetura,
                                      xii.    invenções,
                                     xiii.    pensamentos,
                                     xiv.    formas de organização social, etc.
    1. A cultura resume todos os costumes ligados à família, à nacionalidade, ao trabalho e ao modo do ser humano encarar a vida.

  1. A CULTURA DEPOIS DA QUEDA NO AT E NO NT
    1. Apesar da cultura estar contaminada pelo pecado, ela pode ser uma fonte da verdade, se não vier a contradizer os princípios bíblicos. 
    2. Apesar do homem ter condições de transpor as barreiras da sua própria cultura, a cultura acaba definindo em grande parte quem o homem é, definindo seus valores estéticos, éticos e sociais.
    3. Quando o costume cultural está de acordo com a verdade bíblica, ele deve ser preservado e seguido; porém, quando contraria os princípios estabelecidos na Palavra de Deus, deve ser rejeitado e combatido pela Igreja de Cristo. Vejamos alguns exemplos:

                                          i.    As Escrituras afirmam que, quando a cultura contradiz a verdade revelada, a cultura deve ser relegada e combatida.  
1.    Podemos ver no AT que os costumes dos povos deveriam ser rejeitados pelos israelitas porque estavam ligados a uma religião idólatra e cruel (Lv 18:24-29).
2.    Estes costumes incluíam práticas que abrangiam as diversas áreas da vida como a família, a vestimenta, a religião, a arquitetura, direito, etc.
3.    Em certas situações toda a cultura de um povo deveria ser completamente destruída (Dt 25:17-19; I Sm15:2-3).
4.    Os filhos de Israel deveriam cumprir o mandamento de não cortar o cabelo em redondo, nem danificar as extremidades da barba (Lv 19:27).
5.    É provável que aquele costume cultural identificasse a pessoa com o paganismo e por isso deveria ser rejeitado.

                                         ii.    As Escrituras relatam exemplos de pessoas que conheciam muito bem a cultura da sua época, mas que permaneceram fiéis a Deus e foram muito importantes na História da Salvação:
1.    Daniel e seus amigos na corte babilônica é um grande exemplo.
2.    Eles foram dotados por Deus com o conhecimento e inteligência em toda literatura e sabedoria (Dn 1:17-21).
3.    Isto quer dizer que ele tinha conteúdo cultural e sabia usar aquele conhecimento com equilíbrio e sabedoria. 
4.    Apesar deste conhecimento cultural, Daniel e seus companheiros não permitiram que o conhecimento da literatura e da língua dos caldeus abalassem sua fé.

                                        iii.    Jesus Cristo, o mais sublime de todos os exemplos.
1.    O Senhor Jesus é o melhor exemplo de alguém que não deixou ser influenciado pela sua cultura.
a.    Ele veio ao mundo como homem (Jo1.1,14; Fp 2.5-11), F
b.    Foi circuncidado e apresentado no templo (Lc 2.21-38),
c.    Participou das festas judaicas (Lc 2.3943),
d.    Demonstrando estar em contato com sua cultura.
e.    Porém, não se rendeu a ela para ir de encontro aos princípios da Palavra de Deus (Mc 7.1-15).

                                       iv.    Indo para o Novo Testamento, temos o exemplo do apóstolo Paulo.
1.    Ele também foi um cristão que entrou em contato com a cultura do seu tempo, mas não deixou se corromper por nenhuma prática cultural.
2.    Seus escritos revelam conhecimentos razoáveis em variadas áreas da cultura (At 17:15-34).
3.    Paulo podia levar os princípios eternos da revelação especial que ele recebia a sua prática? Sim! Porque conhecia bem os costumes judaicos em que ele fora criado, bem como os costumes dos povos que ele estava evangelizando (I Co 11:1-16).
4.    Apesar deste conhecimento cultural, o apóstolo Paulo não negociava com a cultura de sua época se esta prejudicasse a Palavra que ele pregava.
5.    Para Paulo, o meio de salvação dos perdidos era a pregação do evangelho.
6.    Ele rejeitou a retórica dos gregos para que a fé daqueles irmãos não repousasse sobre a sabedoria humana, mas sobre o poder de Deus (1 Co 2:1-5).

  1. COMO O CRISTÃO DEVE SE RELACIONAR COM A CULTUR A?
    1. Os cristãos devem ser agentes transformadores da sociedade.
    2. Nossa responsabilidade de transmitir e viver adequadamente o evangelho em qualquer cultura é bíblica.
    3. Escrevendo aos coríntios (1 Cor 10.31) o apóstolo Paulo diz: “Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus”.
    4. Significa dizer que tudo o que fazemos na vida, até as coisas mais instintivas, como o comer e o beber, deve ser feito com a plena conscientização da glorificação a Deus.
    5. Não podemos, portanto, simplesmente aceitar uma civilização como ela é sem ter a visão clara do que ela tem contrário à Palavra de Deus.

  1. A IGREJA INFUENCIANDO A CULTURA E A SOCIEDADE
    1. Uma das principais atribuições da igreja é a de influenciar a cultura e a sociedade onde ela está inserida (Mt 5. 13-16; Mc 9.49; Lc 14.34-35; Mc 4.21; Lc 8.16; 1Pe 2.12; Jo).
    2. E como ela pode fazer isto? Priorizando os princípios da Palavra de Deus, independente do modelo cultural da sociedade.
    3. Na prática, significa combater o pecado, mesmo que este seja visto como uma questão cultural.
    4. É ensinar sobre a fidelidade conjugal (Hb 13.4), mesmo quando a infidelidade já se tornou comum; combater a mentira e o engano (Ef 4.25; Rm 12.17), ainda que sejam vistas como coisas normais ou naturais; pregar contra o paganismo e a idolatria (Rm 2.22; I Jo 5.21), mesmo quando ela é vista como mera religiosidade, etc.
    5. Recebemos do Senhor Jesus uma responsabilidade para produzir uma cultura debaixo do Senhorio de Cristo ( 2 Cor. 10.4,5), ou seja, promover a cosmovisão cristã em um mundo pluralista (Rm 12.1,2), onde as culturas estão afetadas em suas estruturas e práticas do pecado, necessitando assim, que a Igreja exerça sua função profética (1 Pd 2.9,10), mostrando o caminho que Deus planejou para vivermos como seres humanos, julgando nossas vidas por essas normas.

CONCLUSÃO

  • Vimos que cultura é a atividade humana que intenciona o uso, o prazer e o desenvolvimento da raça humana.
  • A Bíblia nos fala a respeito da cultura. Ela diz que, quando a cultura contradiz a verdade revelada, ela deve ser combatida; ensina também que, quando um costume cultural está de acordo com os princípios eternos, ele deve ser seguido.
  • E, acima de tudo ela relata diversos exemplos de pessoas que, mesmo estando inseridas em diversas culturas, elas permaneceram fiéis a Deus, sem deixar se corromper pelas culturas.

REFERÊNCIAS

ALMEIDA, João Ferreira de. Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. São Paulo: CPAD.
STAMPS, Donalt C. Bíblia de Estudo Pentecostal. São Paulo: CPAD.
ZUCK, Roy. Teologia do Novo Testamento. São Paulo: CPAD.
KENNEDY, D. James. E se Jesus não tivesse nascido? São Paulo: Vida.
HORTON, Michael S. O Cristão e a Cultura; nem separatismo nem mundanismo. São Paulo: Cultura Cristã.
RICHARDSON, Don. O Fator Melquisedeque. São Paulo: Vida Nova.

PENSE NISSO: 15/09/2011

"AQUELE QUE É A PALAVRA TORNOU-SE CARNE E VIVEU ENTRE NÓS."
Jo 1:14
Aquele para o qual oramos conhece nossos sentimentos. Ele conhece a tentação. Ele já se sentiu desencorajado. Ele já teve fome, sono e cansaço... Ele entende quando oramos com raiva... Ele sorri quando confessamos nosso desânimo...
Ele também ocnheceu a rotina e o desânimo que surge dos longos dias... Deus se fez carne e viveu entre nós.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

PENSE NISSO: 13/09/2011

"CRIA EM MIM UM CORAÇÃO PURO, Ó DEUS"
Salmo 51:10

Já colocou a culpa da sua situação no governo? (Se ele diminuísse os impostos, minha empresa estaria melhor.) Culpou sua família por suas falhas? (Minha mãe sempre gostou mais da minha irmã...)
Considere a oração de Davi: "Crie em mim um novo coração, ó Deus..."
A mudança real é algo que acontece dentro de nós. 
Você poderia alterar coisas durante um ou dois dias com dinheiro e sistemas, mas o cerne da questão está, e sempre estará lá, na questão do coração.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

PENSE NISSO: 12/09/2011

"ESTE É O MEU MANDAMENTO: AMEM-SE UNS AOS OUTROS".
João 15:17
Ressentimento é quando você permite que a dor se transforme em ódio. Ressentimento é quando você permite ser tomado completamente. Ressentimento é quando você atiça, aviva, alimenta e sopra o fogo, aumentando as chamas e aliviando a dor...
Vingança é o fogo enraivecido... Amargura é a armadinha que prende... E misericórdia é a escolha que pode libertar.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

PENSE NISSO: 09/09/2011

"NÓS, OS QUE MORREMOS PARA O PECADO, COMO PODEMOS CONTINUAR VIVENDO NELE?
Romanos 6:32
Como podemos ser feitos corretos e não viver uma vida correta? Como podemos ser amados e não amar? Como podemos ser abençoados e não abençoar? Como podeira a graça resultar em algo que não seja  uma vida com graça? Que diremos então? Continuaremos pecando para que a graça aumente? De maneira nenhuma!!! (Romanos 6:1-2)

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

PENSE NISSO: 08/09/2011

"VOCÊS FORAM REGENERADOS, NÃO DE UMA SEMENTE PERECÍVEL, MAS IMPERECÍVEL POR MEIO DA PALAVRA DE DEUS, VIVA E PERMANENTE."
1 Pedro 1:23
Somos livres tanto para amar ou não a Deus. Ele nos convida a amá-lo. Ele nos exorta a amá-lo. Mas, no final, a escolha é sua e minha. Se tirasse essa escolha de cada um de nós, se Ele nos forçasse a amá-lo, não seria amor...
Ele deixa essa escolha para nós...
 

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

PENSE NISSO: 07/09/2011

"ESTE É NOSSO DEUS; NÓS CONFIAMOS NELE; EXULTEMOS E ALEGREMO-NOS, POIS ELE NOS SALVOU."
Isaías 25:09

Quando as pessoas não ouvirem, lembre-se de Jesus. Quando as lágrimas escorrem, lembre-se de Jesus. Quando a decepção lhe acompanhar na cama, lembre-se de Jesus. Quando o medo se acampar no seu jardim. Quando a morte se avizinhar, quando a raiva começar a ferver, quando a vergonha se tornar muito pesada. Lembre-se de Jesus.
Lembre-se que o morto foi chamado da tumba com um sotaque da Galileia. Lembre-se dos olhos de Deus que secam as lágrimas humanas.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

ESTUDO BÍBLICO: PRINCÍPIOS PARA SE MANTER FIRME NA VIDA ESPIRITUAL / PARTE 2

PRINCÍPIOS PARA SE MANTER FIRME NA VIDA ESPIRITUAL
PARTE 02


a)      O segundo pensamento: se você quer recomeçar sua vida com Cristo, se você quer uma nova chance, se você quer construir uma nova experiência com Cristo, você tem que estar apaixonado por Jesus, porque sem amor, não se pode construir uma vida cristã saudável.
i)        Jesus virou-se para Pedro e disse: "Pedro, você quer uma nova oportunidade? Então vou lhe fazer uma pergunta: você Me ama?" E o texto bíblico diz que ele respondeu rápido: "Claro, Senhor, que Te amo!" Jesus disse: "Pedro, você não entendeu. Estou perguntando: Pedro, você Me ama?" A resposta foi: "Senhor, eu Te amo!" E Jesus insistiu: "Pedro, você ainda não entendeu: Eu estou perguntando se você Me ama." O texto bíblico diz que desta vez Pedro ficou triste porque Jesus perguntara pela terceira vez. Então Pedro pensou: "Ah, Senhor, que motivos tens para acreditar que eu Te amo?"
(1)    Pergunto: "Jesus tem algum motivo para crer que você O ama?"
(a)    Como é fácil amar com palavras!
(i)      Hoje em dia dizer "eu te amo", tem se tornado tão vulgar;
(ii)    Dizer: "eu gosto de você" tem se tornado tão vazio, tão sem significado.
(b)   Amor, amor de verdade, não é amar de boca. Amor significa:
(i)      Renuncia.
(ii)    Lágrimas.
(iii)   Negar-se a muitas coisas.
(c)    Este mundo está cheio de amor barato.
(i)      Pedro estava contagiado de amor barato.
(ii)    Que fácil é dizer: "Te amo, te amo, te amo...".
(iii)   Jesus ia perguntar um milhão de vezes e ele ia continuar dizendo "Te amo, Te amo".
(iv)  Jesus só parou de perguntar porque Pedro ficou triste, porque Pedro entendeu que o Mestre não tinha nenhum motivo para acreditar que ele O amava.
(2)    Agora, diga-me: O que você está renunciando por amor a Jesus?
(a)    Está renunciando a algum tipo de música por amor a Cristo?
(b)   Está renunciando a algum programa de televisão por amor a Cristo?
(c)    Está renunciando a um emprego por amor a Cristo?
(d)   Está renunciando algum vício por amor a Cristo?
(e)   Está renunciando a quê, por amor a Cristo?
(f)     Que motivos tem Cristo para acreditar que você O ama?
(g)     Ele deixou tudo no Céu, veio para sofrer a morte de um marginal, porque o amava.
ii)       Veja que mensagem maravilhosa o apóstolo Paulo escreveu aos filipenses: "Tende em vós o mesmo sentido que houve também em Cristo Jesus, pois Ele, subsistindo em forma de Deus não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes a Si mesmo Se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-Se em semelhança de homens..." (Filipenses 2:5-6) E ele segue dizendo: "A Si mesmo Se humilhou, tornando-Se obediente até a morte, e morte de cruz."(Filipenses 2:8)
(1)     O que você deixou para servir a Jesus?
(a)     Vivemos dias perigosos.
(i)       A Mídia, formada pela televisão, rádios, revistas, jornais, internet; bombardeia nossa juventude com a nova moral, amor sem compromisso, sexo sem compromisso.
(ii)     O casamento já é história, hoje não se ama, se "fica"! Hoje não existe mais compromisso!
(iii)    A juventude vive sendo bombardeada.
1.       Os jovens ligam a televisão e vêem garotas de treze anos praticando sexo.
2.       Ligam a TV e assistem a namorada do garoto com o pai do menino.
(iv)    A Mídia, bate, bate e bate.
1.        Quatro horas de televisão, um minuto de Bíblia.
2.       Claro que a Mídia vai fazer sua cabeça!
3.       Claro que, de repente, você vai sentir que a Igreja está errada, que a Palavra de Deus passou de moda, que a Igreja tem que se atualizar.
(v)     A moda hoje é sexo sem compromisso, amor sem compromisso, amor sem casamento.
1.       Pode-se ter quatro, cinco mulheres, está tudo bem, está tudo maravilhoso!
2.       O jeito é aproveitar a vida que é curta! A Mídia consegue o que quer.
(2)     Estamos renunciando a cultura moderna para seguir a Cristo?
(a)     Que motivos tem Jesus para acreditar que você O ama?
(i)      Jesus olha para Pedro e diz: "Pedro, você quer começar uma vida nova Comigo? Uma nova experiência? Vou lhe perguntar: Você Me ama?"

PENSE NISSO: 06/09/2011

"PORTANTO AGORA JÁ NÃO HÁ CONDENAÇÃO PARA OS QUE ESTÃO EM CRISTO JESUS... EM NÓS QUE NÃO VIVEMOS SEGUNDO A CARNE, MAS SEGUNDO O ESPÍRITO.
Romanos 8:1

A Palavra de Deus diz: "Há uma condenação limitada para aqueles que estão em Cristo Jesus"? Não. Ela fala: "Há alguma condenação"? Não. O que ela diz é: "Não há nenhuma condenação para aqueles que estão em Cristo Jesus." Pense nisso - independente de nosso pecado, não somos mais culpados!  

TEOLOGIA: INERRÂNCIA DAS ESCRITURAS / PARTE 3B

     1.   O SIGNIFICADO DE INERRÂNCIA
a.    Não vamos repetir aqui os argumentos a respeito da autoridade das Escrituras, onde se afirmou que todas as palavras na Bíblia são palavras de Deus e que, portanto, não crer em alguma palavra das Escrituras ou não obedecer a ela é não crer em Deus ou desobedecer a ele.
b.    Afirmou-se ainda que a Bíblia ensina claramente que Deus não pode mentir nem falar com falsidade (2Sm 7.28; Tt 1.2; Hb 6.18).
c.    Assim, todas as palavras nas Escrituras são declaradas completamente verdadeiras e destituídas de erros, qualquer que seja o trecho (Nm 23.19; Sl 12.6; 119.89, 96; Pv 30.5; Mt 24.35).
d.    As palavras de Deus são, de fato, o padrão máximo da verdade (Jo 17.17).
e.    Deve-se reconhecer que a fidedignidade absoluta no discurso é coerente com alguns outros tipos de declaração, tais como as seguintes:
                                         i.     A Bíblia pode ser inerrante e mesmo assim empregar a linguagem comum da fala cotidiana.
1.    Isso diz respeito principalmente às descrições “científicas” ou “históricas” de fatos ou eventos. A Bíblia pode falar que o sol nasce e a chuva cai porque, pela ótica de quem fala, é exatamente isso que ocorre.
2.    Da perspectiva de um observador postado no sol (caso fosse possível) ou em algum ponto “fixo” hipotético no espaço, a terra gira trazendo o sol ao campo visual, e a chuva não cai só de cima para baixo, como também de um lado para outro ou de baixo para cima, de acordo com a direção necessária para que seja conduzida pela gravidade até a superfície da terra.
3.    Mas essas explicações são irremediavelmente pedantes e impossibilitariam a comunicação normal. De acordo com a perspectiva de quem fala, o sol nasce e a chuva cai, e essas palavras descrevem com perfeita veracidade os fenômenos naturais observados por quem fala.
                                       ii.    A Bíblia pode ser inerrante e mesmo assim conter citações vagas ou livres.
1.    O jeito de uma pessoa citar as palavras de outra é um procedimento que, em grande parte, varia de cultura para cultura.
2.    Na cultura ocidental contemporânea, costumamos citar textualmente as palavras da pessoa quando as colocamos entre aspas (chamamos a isso citação direta).
3.    Mas quando empregamos a citação indireta (sem aspas), espera-se um relato preciso limitado apenas à essência da declaração.
a.    Considere a seguinte frase: “Elliot disse que logo estaria em casa para jantar”.
b.    A frase não faz uma citação direta de Elliot, mas é uma expressão aceitável e veraz do que Elliot disse ao pai: “Volto em dois minutos para comer”, apesar de a citação indireta não conter nenhuma das palavras originais dele.
                                       iii.    É compatível com a inerrância haver construções gramaticais incomuns ou pouco usuais na Bíblia.
1.    Algumas linguagens das Escrituras são elegantes e excelentes quanto ao estilo.
2.    Outros escritos bíblicos contêm a linguagem natural do povo comum.
3.    Às vezes isso inclui falhas em relação às “regras” aceitas de expressão gramatical (tais como o uso de um verbo no plural onde as regras gramaticais exigiriam um verbo no singular ou o emprego de um adjetivo feminino onde se espera um masculino ou de uma grafia diferente de uma palavra, etc.).
4.    Essas declarações irregulares quanto à estilística ou à gramática (encontradas especialmente no livro de Apocalipse) não nos devem incomodar, pois não afetam a fidedignidade das declarações em questão: uma declaração pode ser gramaticalmente incorreta e, ainda assim, inteiramente verdadeira.
     2.    ALGUNS DESAFIOS ATUAIS PARA A INERRÂNCIA
a.    Nesta seção, examinamos as principais objeções em geral levantadas contra o conceito de inerrância.
                                         i.    A Bíblia é a única autoridade em questões de “fé e prática”.
1.    Uma das objeções mais frequentes é levantada pelos que dizem que o propósito das Escrituras é ensinar-nos só em áreas que dizem respeito à “fé e prática”, ou seja, em áreas diretamente relacionadas com nossa fé religiosa ou com nossa conduta ética.
2.    Essa posição abriria a possibilidade de declarações falsas nas Escrituras, por exemplo, em outras áreas, tais como em detalhes históricos secundários ou em fatos científicos — essas áreas, afirmam os que levantam as objeções, não dizem respeito ao propósito da Bíblia: instruir-nos quanto ao que devemos crer e como devemos viver. 
3.    Seus defensores muitas vezes preferem dizer que a Bíblia é “infalível”, mas hesitam em empregar a palavra inerrante.
                                       ii.    O termo inerrância é um exagero.
1.    Pessoas que levantam essa segunda objeção dizem que o termo inerrância é exato demais e que no uso comum denota um tipo de precisão científica absoluta que não devemos atribuir às Escrituras.
2.    Além disso, os que fazem essa objeção observam que o termo inerrância não é empregado na própria Bíblia.
3.    Assim, é provável que seja um termo inadequado e que não devamos insistir nele.
                                      iii.    Não possuímos manuscritos inerrantes; portanto, é ilusório falar de uma Bíblia inerrante.
1.    Os que levantam essa objeção destacam o fato de que a inerrância sempre foi atribuída aos primeiros exemplares ou aos exemplares originais dos documentos bíblicos. 
2.    Mas nenhum deles sobreviveu: só temos cópias de cópias do que Moisés ou Paulo ou Pedro escreveram.
3.    De que serve, então, atribuir tamanha importância a uma doutrina que se aplica só a manuscritos que ninguém possui?
                                      iv.    Em detalhes secundários, os escritores bíblicos “adaptaram” suas mensagens às idéias falsas correntes na época deles, afirmando ou ensinando tais idéias de modo incidental.
1.    Essa objeção à inerrância é levemente diferente da que restringe a inerrância das Escrituras a questões de fé e prática, mas está associada a ela.
2.    Os que defendem essa posição alegam que seria muito difícil para os autores bíblicos se comunicarem com o povo de sua época, caso tentassem corrigir todas as informações históricas e científicas erradas em que acreditavam seus contemporâneos.
                                        v.    A inerrância superestima o aspecto divino das Escrituras e negligencia o aspecto humano.
1.    Essa objeção mais geral é levantada pelos que alegam que os defensores da inerrância dão tanta ênfase ao aspecto divino das Escrituras, que subestimam o aspecto humano.
2.    Aceita-se que a Bíblia possui um aspecto humano e outro divino e que precisamos dar a devida atenção a ambos.
3.    Entretanto, os que levantam essa objeção quase que invariavelmente insistem em que os aspectos verdadeiramente “humanos” das Escrituras devem incluir a presença de alguns erros nas Escrituras.
                                      vi.    Há alguns erros evidentes na Bíblia.
1.    Essa última objeção, de que há erros claros na Bíblia, é feita ou insinuada pela maior parte dos que negam a inerrância e, para muitos deles, a convicção de que realmente há erros nas Escrituras é um fator importante que os convence a questionar a doutrina da inerrância.
     3.   PROBLEMAS DECORRENTES DA REJEIÇÃO DA INERRÂNCIA
a.    Os problemas advindos da rejeição da inerrância bíblica não são insignificantes e, quando compreendemos a magnitude desses problemas, somos encorajados não só a afirmar a inerrância, mas também a sua importância para a igreja.
b.    Alguns dos problemas mais sérios são aqui alistados.
                                         i.    Se rejeitarmos a inerrância, teremos de nos confrontar com um problema moral sério:
1.    Podemos imitar a Deus e também mentir intencionalmente em questões secundárias?
2.    Isso se assemelha à discussão em resposta à quarta objeção acima, mas aqui se aplica não só aos que levantam essa objeção como também de maneira mais ampla a todos os que negam a inerrância.
3.    Efésios 5.1 nos diz que devemos ser imitadores de Deus.
4.    Mas uma negação da inerrância que ainda defenda que as palavras das Escrituras são inspiradas implica necessariamente que Deus nos falou inverdades intencionalmente em algumas de suas declarações menos centrais das Escrituras.
                                       ii.    Se rejeitarmos a inerrância, começaremos a questionar se realmente podemos confiar em Deus em tudo que nos diz.
1.    Uma vez convencidos de que Deus nos falou inverdades em algumas questões secundárias das Escrituras, vamos perceber que Deus é capaz de nos falar inverdades.
2.    Isso terá um efeito nocivo sobre nossa capacidade de aceitar a palavra de Deus e de confiar nele por completo ou de obedecer a ele plenamente no restante das Escrituras.
                                      iii.    Se rejeitarmos a inerrância, em essência, estaremos fazendo de nossa mente humana um padrão de verdade mais elevado que a própria Palavra de Deus.
1.    Empregamos nossa mente para julgar algumas seções da Palavra de Deus e anunciamos que estão erradas.
2.    Mas na prática isso significa que conhecemos a verdade com mais certeza e exatidão que a Palavra de Deus (ou que o próprio Deus), pelo menos nessas áreas.
3.    Tal procedimento, que faz de nossa mente um padrão mais elevado de verdade que a Palavra de Deus, está na raiz de todo pecado intelectual.
                                      iv.    Se rejeitarmos a inerrância, precisaremos também dizer que a Bíblia está errada não apenas em detalhes secundários, mas também em algumas de suas doutrinas.
1.    A negação da inerrância implica estarmos dizendo que o ensino da Bíblia sobre a natureza das Escrituras e sobre a veracidade e fidedignidade das palavras de Deus é também falso.
2.    Esses detalhes não são secundários, mas questões doutrinárias centrais nas Escrituras.
Resumo - Teologia Sistemática. Wayne Grudem, Edições Vida Nova.
Parte 1 - A Doutrina da Palavra de Deus – p. 23 – 96



Referencia:
  • Teologia Sistemática. Wayne Grudem, Edições Vida Nova. 
    Parte 1 - A Doutrina da Palavra de Deus – p. 23 – 96


ESTE ESTUDO TEOLÓGICO CONTINUA SEMANA QUE VEM.
DEUS TE FAÇA FELIZ!!!

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7 METAS DIÁRIAS DO VERDADEIRO CRISTÃO

1) Cultuar a Deus, o que inclui adoração profunda, renúncia, intercessão, leitura bíblica com meditação e, eventualmente, jejum.
2) Esforçar-se para conduzir pessoas a Cristo e, quando possível, estar em paz e comunhão com os irmãos (Hb 12.14), exceto quando estes se enquadrarem em 1 Coríntios 5.11.
3) Defender a verdade do Evangelho, mas com mansidão e temor (Fp 1.16; Gl 1.8; 1 Pe 3.15).
4) Refletir a cada momento se tem andado conforme a Palavra de Deus (Sl 119.105).
5) Estar preparado para o Arrebatamento da Igreja (1 Jo 3.1-3; 1 Ts 5.23).
6) Estar mais cheio do Espírito Santo hoje do que ontem (Ef 5.18, gr.).
7) Ler bons livros, principalmente de autores que amam a Jesus e respeitam a sua Palavra.

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