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terça-feira, 26 de julho de 2011

T03 L03 - A VIDA DO NOVO CONVERTIDO

LIÇÃO 03  -  A VIDA DO NOVO CONVERTIDO

  1. INTRODUÇÃO
    1. Depois de estudarmos sobre o Projeto Original do Reino de Deus e a Mensagem do Reino de Deus, estudaremos sobre a Vida do Novo Convertido, ou seja, sobre o verdadeiro significado do novo nascimento e da nova vida em Cristo Jesus.
    2. Apesar de ser um assunto já conhecido pela Igreja, faz-se necessário estudá-lo nesta ocasião, tendo em vista que alguns cristãos, por desconhecerem essas doutrinas bíblicas, caminham para extremos perigosos:
                                          i.    ou buscando uma vida ascética;
                                         ii.    isolando-se da sociedade ou vivendo nas mesmas práticas de outrora;
                                        iii.    não demonstrando nenhum sinal de arrependimento e mudança de vida.
    1. Por isso, nesta lição, estudaremos o que é o novo nascimento, os resultados do novo nascimento e o verdadeiro significado de tornar-se uma nova criatura em Cristo.

  1. O SIGNIFICADO DO NOVO NASCIMENTO
    1. Definição. É o milagre operado no espírito do homem, através do qual ele é recriado em conformidade com a natureza divina.
                                          i.    O novo nascimento significa a entrada do homem no Reino de Deus Jo 3.1-6. Assim como ninguém pode ser contado como cidadão antes do seu nascimento, semelhantemente, ninguém pode pertencer ao Reino de Deus antes de nascer de novo.
                                         ii.    Esta experiência aparece na Bíblia sob diferentes nomes:
1.    Nascer da água e do Espirito (Jo 3.6);
2.    Criado em Jesus Cristo (Ef 4.24; Cl 3.10);
3.    Tornar-se Nova Criatura (2 Co 5.17);
4.    Ser gerado novamente (1 Pe 1.3);
5.    Nascido de Deus (1 Jo 2.29; 3.9; 5.18; 4.7).
    1. O Novo Nascimento é um Milagre. No diálogo de Jesus com Nicodemos, podemos observar que aquele príncipe dos judeus, mesmo sendo um mestre em Israel, não compreendeu o verdadeiro significado dessa experiência.
                                          i.    Por isso, ele perguntou a Jesus: "Porventura, pode tornar a entrar no ventre de sua mãe e nascer?" (Jo 3.4,5).
                                         ii.    E por que ele não compreendeu? Porque milagre não se explica!
                                        iii.    E é por meio desse milagre que o homem, através da regeneração, passa de:
1.    Um pecador condenado (Rm 3.23; 6.23);
2.    Morto em ofensas e pecados (Ef 2.1-4; Cl 2.13; 1 Tm 5.6);
3.    Separado de Deus pela ignorância e pela dureza de coração (Ef 4.19);
                                       iv.    Pela fé em Cristo, torna-se:
1.    Uma nova criatura (2 Co 5.17);
2.    Concidadão dos santos e família de Deus (Ef 2.19);
3.    Ressuscita juntamente com Cristo para uma nova vida (Ef 2.5,6);
4.    E já está assentado nos lugares celestiais em Cristo (Ef 2.6).
    1. O Novo Nascimento Não é Operado Pela Vontade Humana. O apóstolo João diz que aqueles que receberam a Cristo “...não nasceram do sangue, nem da vontade da carne , nem da vontade do varão...”.
                                          i.    Isto nos ensina que o novo nascimento não ocorre por meio de esforços humanos, ou seja, é inútil alguém obter esta experiência sem um autêntico encontro com Cristo.
                                         ii.    Por isso, ele diz “... mas de Deus” (Jo 1.13).
                                        iii.    É Deus quem realiza a regeneração, através do Espírito Santo.
    1. O Novo Nascimento é Operado Pelo Espírito Santo. O Espírito Santo é o agente que leva o homem ao novo nascimento.
                                          i.    Ele convence o homem do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8,9),
                                         ii.    Abre-lhe o entendimento para compreender a vontade de Deus (2 Co 4.6; 1 Tm 2.4),
                                        iii.    Desperta-lhe o desejo de ser salvo.
                                       iv.    O mesmo Espírito leva o homem a decisão de receber a Jesus:
1.    Que, pela sua morte e ressurreição ganhou salvação para todos (1 Pe 1.3).
2.    Quando o homem recebe a Jesus, lhe é dado o poder de ser feito filho de Deus (Jo 1.12,13).

  1. RESULTADOS DO NOVO NASCIMENTO
    1. Por meio dessa operação sobrenatural, Deus restaura a Sua imagem e semelhança no homem, que por causa do pecado foi afetada, e o crente torna-se participante da natureza divina (2 Pe 1.4), e também participa da santidade de Deus (Hb 12.10).
    2. Além disso, o cristão recebe, pela regeneração, tanto uma nova direção para a sua vida, como poder de Deus para seguir essa direção. Vejamos:
                                          i.    Seu pensamento mudou; ele pensa diferentemente, de conformidade com a vontade de Deus (Cl 3.10; Fp    4.7);
                                         ii.    Seu entendimento se abriu para as coisas de Deus, pois antes não as entendia (1 Co 2.15; 2 Co 4.6) e Deus o renova para o conhecimento (Cl 3.10);
                                        iii.    Seu sentimento registra o gozo pela presença de Deus (Sl 16.11); agora ele ama a Deus (1 Jo 4.19) e aos irmãos (1 Jo 3.14);
                                       iv.    Sua vontade, que antes era escravizada pela carne (Ef 2.2,3; Is 53.6), conforma-se com a vontade de Deus (Mt 6.10; 1 Pe 1.22; 4.2; At 13,22);
                                        v.    Sua consciência, agora purificada (Hb 9.14), torna-se sensível a direção de Deus (Rm 2.15);
                                       vi.    Ele não está mais debaixo da carne, mas do Espírito (Rm 8.9). A sua velha natureza, não foi aniquilada, mas está dominada pela nova natureza (G1 5.16,17; Rm 8.12,13).


  1. QUE SIGNIFICA “TUDO SE FEZ NOVO”?
    1. Escrevendo aos coríntios, o apóstolo Paulo diz: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (II Co 5.17).
    2. Vejamos, então, o que significa esta expressão:
                                          i.    Novo ambiente. O ambiente de outrora, onde prevalecia o pecado e a iniquidade (Lc 15.13,30) é substituído por outro, onde tudo é justiça, paz e alegria no Espírito Santo (Rm 14.17).
1.    E o crente passa, então, a ter prazer em estar na casa de Deus (Sl 84.1-4,10; 122.1; At 5.42).
                                         ii.    Novos amigos. Os amigos do passado, que contribuíam para a vida de pecado (II Sm 13.3-5) são substituídos por outros que o ajudam a caminhar para o céu (Sl 1.1,2; Pv 18.24).
1.    Não significa, entretanto, tornar se inimigo, e sim, deixar de compartilhar de suas práticas pecaminosas.
                                        iii.    Nova Visão. A visão, que era para baixo e sem nenhuma perspectiva (Ef 2.12), agora faz jus ao termo grego para a palavra “homem”, que é “anthropos”, e significa "aquele que olha Para cima".
1.    Veja o que diz (Hb 12.2).
                                       iv.    Novo Senhor. No passado, o senhor era fraudulento, enganador, traiçoeiro e vingativo (Jo 10.10; I Pe 5.8).
1.    Agora, o Senhor é misericordioso, compassivo, amoroso, justo e pronto para perdoar (Sl 103.8; Jl 2.13; I Jo 4.8).
                                        v.    Novo destino. O homem, que outrora era filho da ira e caminhava para o inferno (Jo 3.36; Ef 2.3) caminha agora para a vida eterna (Jo 3.16; I Jo 2.25).

  1. OS REFLEXOS DA NOVA VIDA NA SOCIEDADE
    1. A nova vida em Cristo irá refletir não apenas na vida pessoal do cristão, mas também no seu lar, ambiente de trabalho e na sociedade.
                                          i.    Isto porque, a partir de então, o crente:
1.    Passa a ser guiado pelo Espírito (Rm 8.14; Gl 5.18)
2.    Faz da Bíblia a sua regra de fé normativa (2 Tm 3.14-17).
    1. Vejamos alguns exemplos:
                                          i.    Os reflexos da nova vida no lar. É no ambiente familiar onde o novo crente manifesta a transformação espiritual, bem como os primeiros frutos.
1.    A vida que outrora era caracterizada pelas obras infrutuosas da carne, tais como: prostituição, adultério, iras, pelejas, dissenções e coisas semelhantes a estas (Gl 5.19-21), passa agora a valorizar o matrimônio e a fidelidade conjugal (Ef 5.22-31; Hb 13.4).
2.    Essa mudança também deve refletir no relacionamento entre pais e filhos, onde os filhos passam a honrar os pais (Ef 6.1-3; Cl 3.20), e os pais, consequentemente passam a criar os filhos no temor do Senhor, não lhes provocando a ira (Ef 6.4; Cl 3.21).
                                         ii.    Os reflexos da nova vida no trabalho. Os efeitos da nova vida em Cristo também irá refletir no ambiente de trabalho.
1.    O patrão não mais explorará seus empregados (Tg 5.1-6; Cl 4.1), nem sonegará impostos (Lc 20.21-25; Mt 17.24-27; Rm 13.7) nem fará ameaças a seus trabalhadores (Ef 6.9).
2.    O trabalhador, por sua vez, não negligenciará suas responsabilidades, (Ef 6.5; I Tm 6.1;Tt 2.9) e realizará suas atividades, como se estivesse fazendo ao Senhor (Ef 6.6; Cl 3.23 ).
                                        iii.    Os reflexos da nova vida na sociedade. Como sal da terra e luz do mundo o novo crente passa a produzir frutos dignos de arrependimento e a resplandecer no mundo de trevas (Mt 5.13-15).

  1. COMO DEVEM ANDAR AS NOVAS CRIATURAS
    1. Em suas epístolas, o apóstolo Paulo ensina como devem andar as novas criaturas. Vejamos:
                                          i.    Andar em novidade de vida (Rm 6.4);
                                         ii.    Andar honestamente (Rm 13.13);
                                        iii.    Andar em Espírito (Gl 5.16);
                                       iv.    Andar em amor (Ef 5.2);
                                        v.    Andar com prudência (Ef 5.15);
                                       vi.    Andar com sabedoria (Cl 4.5).

  1. CONCLUSÃO
    1. Quando uma vara é enxertada na árvore, ela se torna participante, não só da raiz e da seiva (Rm 11.17), mas também da natureza da árvore, o que se verifica na qualidade do fruto que essa vara agora produz (Jo 15.15).
    2. Assim também acontece com aqueles em cujas vidas, pelo novo nascimento, operou a influencia divina.
    3. Ele, antes estava escravizado pela própria carne; agora, pelo novo nascimento, tornou-se filho de Deus (Jo 1.12) e um súdito do Seu reino  (Jo 3.5; Ef 2.19).

  1. REFERÊNCIAS
    1. Bíblia de Estudo Pentecostal. Donald C. Stamps. C.P.A.D.
    2. Teologia Sistemática. Eurico Bergstén. C.P.A.D.
    3. Lições Bíblicas Jovens e Adultos. 1º Trimestre 1996. C.P.A.D.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

T03 L02 - A MENSAGEM DO REINO DE DEUS

LIÇÃO 2 - A MENSAGEM DO REINO DE DEUS
 
  1. INTRODUÇÃO
    1. Nesta lição enfatizaremos a natureza do Reino de Deus, assinalando dois de seus aspectos:
                                          i.    Espiritualidade
                                         ii.    Santidade.
    1. Também abordaremos uma das mais sintéticas, porém abrangentes definições acerca deste Reino, que foi proferida pelo apóstolo Paulo.
    2. Há cruciantes esforços por parte do império das trevas, no sentido de deter o crescimento do Reino de Deus, porém todos eles são debaldes, uma vez que o Rei deste Reino domina sobre tudo e todos pelos séculos dos séculos.
  1. A NATUREZA DO REINO
    1. Dentre muitas características do Reino de Deus no tempo presente, na atual dispensação, podemos destacar a sua espiritualidade:
                                          i.    É espiritual: Trata-se de um domínio espiritual.
1.    Deus começa a dominar a partir do coração dos seus servos (Jo 14.23), e tal domínio se dá através do Seu poder (Mc 9.1).
2.    É bom destacarmos que o referido versículo não aponta para o Reino numa perspectiva escatológica, isto é, o Reino Milenial de Cristo, embora reconheçamos que este reino também tenha o aspecto escatológico.
3.    Quando Jesus diz que muitos veriam o Reino chegar com poder, estava fazendo alusão ao Pentecostes, em que a Igreja foi inaugurada pelo poder do Espírito (At 1.8; 2.1-4).
a.    Não estamos falando de uma teocracia religio-política.
b.    O Reino não está vinculado ao domínio social ou político sobre as nações ou reinos deste mundo (Jo 18.36).
c.    Deus não pretende na presente era reformar o mundo mediante ativismo social ou político, da força ou de ação violenta (Mt 26.52, 53).
d.    Vale salientar que esse reino espiritual contrapõe-se ao reino do maligno:

REINO DE DEUS (Mc 1.15)
REINO DAS TREVAS (Cl 1.13)
O rei é Deus (Mt 3.2;12.28)
O rei é Satanás (Jo 12.31;II Co 4.4)
O rei é Santo (Is 6.3)
O rei é iníquo (Jo 8.44)
Os seus integrantes são santos (I Pe 2.9)
Os seus integrantes são ímpios (Rm 1.28-32)
Os integrantes nasceram duas vezes.
São homens espirituais (Jo 3.3; II Co 5.17)
Os integrantes nasceram apenas uma vez.
São homens naturais (I Co 2.14);
A verdade é absoluta (II Tm 3.16; I Pe 1.25; II Pe 1.21)
A verdade é relativa (Is 5.20)
Dá-se extremo valor à família segundo os moldes bíblicos: pai, mãe e filhos (Ef 5.22-33; 6.1-3)
Despreza-se o modelo bíblico, defendendo
configurações
Respeita-se a cultura até o ponto em que esta se subordina a Bíblia, que é supra cultural
Enxerga-se como cultura: culto aos demônios, festas carnavalescas e supersticiosas, e até o consumo de certas drogas
Respeita-se a lei dos homens até o ponto em que esta não fere a Lei de Deus (At 4.19; 5.29)
Cria-se leis que contrariam a Lei de Deus (Rm 1.32)
Prevalecem o teocentrismo e o altruísmo
Prevalecem o antropocentrismo e o pragmatismo
Prega-se a exclusividade do cristianismo bíblico
Prega-se o ecumenismo e o sincretismo religioso
O Espírito Santo é quem domina (Jo 14.16,17)
O espírito que domina é o do anticristo (I Jo 4.3; II Ts 2.3-7)

                                         ii.    É santo: Uma marca claríssima do Reino de Deus é a santidade.
1.    Desde o Antigo Pacto, o Senhor estabeleceu a santificação como premissa maior para sua dominação (Ex 19.5,6; Lv 11.44).
2.    Interessante assinalar que no Novo Pacto, os padrões ético-morais são ampliados pelo nosso Senhor Jesus Cristo.
3.    É possível, à luz do Sermão da Montanha, traçarmos um rápido paralelo entre os ditames dados por meio de Moisés e por meio de Cristo:

PENTATEUCO
SERMÃO DA MONTANHA
Os homicidas seriam punidos (Ex 20.13)
Aqueles que tão somente se irritarem sem causa contra o irmão será réu de juízo (Mt 5.22)
Os que praticassem o adultério seriam punidos (Ex 20.14)
Aqueles que tão somente desejarem o próximo já cometeram adultério (Mt 5.28)
Olho por olho e dente por dente (Ex 21.23...)
Pagar o mal com o bem (Mt 5.39-42)
Amar o amigo e aborrecer o inimigo (Mt 5.43)
Amar os inimigos, bendizer os maledicentes, fazer o bem aos odientos e fazer o bem aos maus e perseguidores (Mt 5.44)


  1. O QUE O REINO DE DEUS SIGNIFICA
    1. Abordaremos três aspectos importantíssimos do Reino de Deus, à luz do texto de Rm 14.17, que nos diz:
                                          i.    “porque o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo”.   
    1. O apóstolo Paulo estava tratando do relacionamento interpessoal dos irmãos que estavam em Roma.
                                          i.    Dentre os santos, havia os mais fortes (ou maduros) e os mais fracos (ou imaturos).
                                         ii.    Paulo deixa bem claro que os mais fortes não deveriam abusar de sua liberdade em Cristo para escandalizar os mais débeis na fé.
                                        iii.    Ele chega a dizer que se o comer carne se tornasse em tropeço para o seu irmão, então ele não mais o faria, pois o Reino de Deus era muito mais do que o simples comer ou beber, mas consistia em justiça, paz e alegria.
1.    Justiça.  A base da justiça do Reino está no seu próprio Soberano, que é justo (Sl 7.11; 11.7).
a.    Esse Deus justo, justifica todos os integrantes do seu Reino mediante o sacrifício de Cristo (Rm 3.26; 5.1).
b.    Ele julga as causas de sua dominação com justiça, equidade, imparcialidade.
c.    Uma vez que fomos justificados, devemos deixar transparecer essa justiça, a fim de que o mundo injusto se maravilhe diante de um Reino justo.
d.    Numa perspectiva escatológica, o Senhor julgará os salvos, no seu Tribunal (Rm 14.10), e os ímpios também (Ap 20.11-15);
2.    Paz. A paz que reina no Reino advém do próprio Cristo, que é o Príncipe da Paz (Is 9.6).
a.    Não se trata de uma ausência de guerras ou perturbações externas, até porque a Igreja sempre enfrentou, e ainda enfrenta, tribulações e perseguições (Jo 16.33; At 14.22).
b.    Estamos falando de uma paz interior gerada pelo Espírito Santo nos salvos em Cristo (Gl 5.22).
c.    É uma quietude incondicional, que nos leva a descansar em meio a tormenta.
d.    Destacamos os três principais aspectos desta paz:
                                                                                          i.    Paz com Deus. Alcançada através da conversão a Cristo (Rm 5.1,2; Ef 2.13-17);
                                                                                         ii.    Paz de Deus (Jo 14.26,27; Fp 4.7; Cl 3.15);
                                                                                        iii.    Paz com os homens (Rm 12.18; Ef 4.3,4; Fp 2.4);
e.    Numa perspectiva escatológica, assinalamos que o Reino Milenial de Cristo será de paz universal (Sl 72.7; Is 2.2-4).
3.    Alegria. Referimo-nos à alegria, ao gozo cujo fundamento é Deus, e que é produzida pelo Espírito Santo (Gl 5.22).
a.    Ela é constante, perene, persistente, incondicional.
b.    Prova disso é o fato do apóstolo Paulo ter escrito a carta aos filipenses, que ficou conhecida como a “Carta da Alegria”, de uma prisão romana.
c.    Por diversas vezes, mesmo preso injustamente, ele recomenda o regozijo para os crentes (Fp 3.1; 4.4,11,12).
d.    Diz respeito a um gozo inefável (I Pe 1.8) e abundante (Rm 15.13).
e.    Os integrantes do Reino estão ungidos com o óleo da alegria (Sl 45.7).
f.     Enfatizemos algumas fontes de alegria para os súditos desse Reino:
                                                                                          i.    A salvação (Sl 13.5; 31.7; Is 61.10);
                                                                                         ii.    Os atos poderosos de Deus (At 8.8);
                                                                                        iii.    O Espírito Santo (Gl 5.22);
                                                                                       iv.    A presença de Deus (Lc 1.47; Sl 16.11; 122.1);
                                                                                        v.    A bênção de Deus (Sl 126.3; I Ts 3.9);
                                                                                       vi.    A nossa esperança (Rm 12.12; Tt 2.13)
  1. CONCLUSÃO
    1. Vimos que na dispensação presente, o Reino é espiritual e se contrapõe veementemente ao Reino de Satanás.
    2. Os súditos de Cristo estão separados moral e espiritualmente dos súditos do Maligno.
    3. Esforcemo-nos, pois, e sigamos ao Régio Dominador, uma vez que esse Reino tomará proporções universais e subjugará definitivamente todos os seus inimigos, estando nós, para sempre, ao lado do Rei dos Reis (Dn 2.34,44). Amém!
  2. REFERÊNCIAS
    1. Bíblia de Estudo Pentecostal. Donald C. Stamps. Ed Cpad
    2. O N.T interpretado versículo por versículo. R.N. Champlin. Ed Hagnos
    3. O Fruto do Espírito. Pr Antônio Gilberto. Ed Cpad
    4. O Novo Dicionário da Bíblia. J. D. Douglas. Ed Vida Nova 

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7 METAS DIÁRIAS DO VERDADEIRO CRISTÃO

1) Cultuar a Deus, o que inclui adoração profunda, renúncia, intercessão, leitura bíblica com meditação e, eventualmente, jejum.
2) Esforçar-se para conduzir pessoas a Cristo e, quando possível, estar em paz e comunhão com os irmãos (Hb 12.14), exceto quando estes se enquadrarem em 1 Coríntios 5.11.
3) Defender a verdade do Evangelho, mas com mansidão e temor (Fp 1.16; Gl 1.8; 1 Pe 3.15).
4) Refletir a cada momento se tem andado conforme a Palavra de Deus (Sl 119.105).
5) Estar preparado para o Arrebatamento da Igreja (1 Jo 3.1-3; 1 Ts 5.23).
6) Estar mais cheio do Espírito Santo hoje do que ontem (Ef 5.18, gr.).
7) Ler bons livros, principalmente de autores que amam a Jesus e respeitam a sua Palavra.

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